“Além do horizonte deve ter, algum lugar bonito prá viver em paz...”
A música cuja frase repetia-se em sua mente como se na voz de sua mãe, era uma constante na cabeça de Patrícia, talvez porque ela nunca tenha se atentado para o fato de que seu horizonte sempre foi tão restrito, que seus pensamentos procuravam formas de soltar-se das amarras da realidade. Aos 20 anos, a vida da jovem seria o suficiente para render um romance completo, tal a quantidade de momentos cheios de emoções variadas.
Não que seus pensamentos abordassem tais coisas, uma vez que aprendera a conviver apenas com os momentos sem ater-se muito ao passado ou mesmo planejar o futuro. No momento presente, por exemplo, seu horizonte visual era apenas de um ventre masculino enquanto seus pensamentos alegravam-se com a possibilidade de não ter preocupação com duas refeições. Também não se atinha se o ventre à sua frente tinha nome, endereço, belo par de olhos ou mesmo carinho para com ela, mas sim, que após o que se predispunha a fazer, recebia o pagamento e novamente era deixada no local onde esperava pacientemente pelo próximo cliente que sempre lhe dizia que a procurava para receber o que não recebia em casa.
AVISO: O conteúdo aqui postado, NÂO é fruto de imaginação. São fatos reais, romanceados, com o objetivo de tornar a leitura mais digerível. São permitidas sugestões, críticas, contestações e até mesmo xingamentos ao autor que além de escrever memórias alheias, também trará memórias próprias, mesmo que postumamente. Os contos serão postados diariamente e dirigidos aos que sabem ver o real significado dos fatos e não apenas pensar por cabeças alheias.
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